sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Como fazer um bom relatório de aula prática?




Alguns professores pedem um relatório de suas aulas práticas mas não fornecem nenhum modelo ou noção aos alunos de como ele deseja que seja feito tal trabalho. Pois bem, um relatório serve para comunicar os resultados e objetivos finais da aula e deverá ser um relato completo que possa permitir a qualquer pessoa que o leia, ter uma visão global do estudo realizado, proporcionando também uma consulta fácil, fornecendo de modo objetivo as informações mais relevantes. Esse artigo lhe ajudará a fazer um relatório de aula prática que será sucinto, porém bastante atraente e informativo.

Orientação para fazer um relatório de aula prática


Um relatório é constituído de:

Resumo (optativo): deve explicar a finalidade do trabalho, descrever o método utilizado, apresentar os principais resultados e conclusões.
            Por exemplo: O nylon é uma fibra sintética largamente empregada na indústria têxtil. A atividade experimental realizada teve como objetivo sintetizar esta fibra. Foi possível obter cerca de um metro de fio que, depois de seco, revelou ter alguma elasticidade e resistência. O nylon foi obtido pela reação química entre cloreto de adipoílo e hexanodiamína.

Introdução: Você deve descrever de forma muito clara a razão e a importância do que será feito, de forma a atrair a atenção do leitor (no caso o avaliador).

           Por exemplo: A tipagem sanguínea é uma prática comum na rotina laboratorial, pois a sua determinação é de crucial importância para transfusões sanguíneas e doação de órgãos, além de ser básico para diversas outras intervenções e direcionamentos clínicos.


Análise: descrever quais os procedimentos foram realizados com amostra do paciente e qual amostra será utilizada.

            Por exemplo: Foi realizada a tipagem do sistema ABO através do método direto e reverso, em uma amostra de sangue de doador voluntário.

Objetivo: citar o que se pretendeu alcançar com a aula prática.

            Por exemplo: A aula prática teve por objetivo mostrar aos alunos do curso de... Procedimentos técnicos para a realização de tipagem sanguínea (tipagem ABO) visando o treinamento destes para exercer tal função em sua vida profissional.

Metodologias e equipamentos: descrever de forma aberta qual a metodologia, o princípio, e quais os equipamentos utilizados para a realização das análises etc.

            Por exemplo: O método direto de tipagem foi realizado com gotejamento dos reagentes Anti-A, Anti-B e Anti-D, em uma lâmina contendo gotas do sangue do paciente. Já o método indireto foi realizado com a coleta do sangue de doadores de tipo sanguíneos já conhecido ser A e B. Depois de isoladas as hemácias por centrifugação e re-suspensão por 4 vezes com NaCl (0,9%), essa amostra serviu para testar através de seu gotejamento no soro do paciente investigado, qual o sistema ABO do soro analisado. (Detalhar melhor os procedimentos)
            Não esqueça que, em relatórios de aula prática, assumir os erros faz parte (pois ao reconhecer onde errou o professor entende que você aprendeu/sabe a forma certa), apresente os erros que você cometeu na prática e descreva como contornou o problema (como refez o processo) ou caso não tenha sido possível, descreva como seria o certo a se fazer, pois o professor espera de você o relato do que aconteceu em aula e não uma bula com procedimentos técnicos.

Resultados: descreva os achados ou os valores obtidos durante o processo.

            Exemplo de um resultado de tipagem ABO: Pelo método direto, observou-se que o sangue não reagiu (coagulou) na presença de Anti-A e Anti-B, o que indica ser tipo “O”, já na presença de Anti-D o sangue apresentou coagulação indicando fator Rh negativo.
            Pelo método indireto após a inoculação das hemácias conhecidas como de sangue A e B, no soro a ser investigado, observou-se que não ocorreu a lise destas hemácias isoladas, o que confirma ser o soro pertencente ao sangue do tipo “O”.

Exemplo de um resultado de teste de Elisa: A leitura revelou os seguintes valores de absorbância (Abs.) nas Diluições: 1 = 0,015; 2 = 0,053; 3 = 0,165; 4 = 0,161; 5 = 0,462; 6 = 0,491. Amostras: 1 = 0,114; Amostra 2 = 0,015. Substituindo o valor da absorbância das amostras na equação da reta (no gráfico) onde Y = Abs. da amostra, e X = o valor da concentração em U/I ml. Encontramos que a amostra 1 = obteve U/I ml de 106,7; e que a amostra 2 apresentou U/I ml de 7,7. 

Gráfico de Disperção: criado para estimar (em U/I mL) Anticorpos Anti-Tireoperoxidase (TPO) em plasma pelo método de ELISA 

Conclusão: descrever o que se conclui com o teste realizado.

            Exemplo 1: Amostra “reagente” para anti-HIV.
                 Exemplo 2: Por tudo o que foi observado, chegou-se a conclusão e confirmação que o tipo sanguíneo do doador é do tipo O negativo.

Observação geral: Descrever de forma muito sucinta alguma observação da amostra ou indicação de conduta se houver necessidade.

            Exemplo 1: Amostra hemolisada; realizar nova coleta.
            Exemplo 2: Amostra com resultados inconclusivos. Realizar nova coleta após 30 dias ou solicitar o exame por outra metodologia.

Note que a escrita do trabalho é feita na terceira pessoa.

Referência: Aqui cita-se o material que você utilizou para escrever seu relatório e fontes que o ajudaram na realização da prática (clique na referência para mais informações).  

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